quarta-feira, 10 de março de 2010

Se fosse perfeito

Se eu tivesse o meu dia perfeito seria... perfeito.
O dia do casamento e qualquer mulher ou qualquer homem foi desenhado para ser perfeito. Eu já não vou ter o meu dia perfeito, mas ainda assim gostaria de descrever como o vejo na minha cabeça... porque mesmo simples iria ser perfeito... pelo menos para mim.
Começando pela igreja. A Sé Velha, que deve ser das igrejas mais bonitas. Não iria colocar muitas flores, mas faria pequenos arranjos de rosas brancas e rosa- pálido, embrulhados no tole do meu véu. e no altar seriam colocados uns arranjos um pouco maiores.
Eu relação ao vestido, visto que ainda não tinha escolhido nenhum, vou só pensar que seria o vestido certo e que eu estava deslumbrante nele... teria véu e uma cauda, claro. Mas mais uma vez nada de muito extravagante.
Iria sair para a igreja de casa dos meus pais, no carro deles, onde o banco de trás fora forrado com uma colcha de renda da minha avó materna.
Teria o pequeno-almoço com os meus convidados e as fotografias da praxe, dentro e fora de casa dos meus pais.
Imagino muitas vezes como seria a sensação de descer as escadas no meu vestido de noiva e ser a emoção da cara de quem me quer bem.
Quando chegasse à igreja a emoção iria aumentar ainda mais. Iria entrar na igreja pelo braço do meu pai ao som de "avé Maria". E nessa altura o meu noivo iria suspirar ao ver-me e pensar que nunca me tinha visto tão bonita como naquele dia. E eu iria pensar exactamente o mesmo.
A cerimónia não seria muito longa, nem iria haver cânticos nem muitas leituras. Seria simples,mas bonita.
À saída da igreja seriamos brindados pelos nossos convidados com arroz e pétalas de flores. Haveria champanhe para todos e eu e o meu já marido iríamos cortar o bolo de noiva.
Depois iriamos partir para a quinta onde seria o tradicional copo de agua.
O salão estaria enfeitado com as mesmas rosas da igreja em centros pequenos de forma a que todos os convidados da mesa conseguissem olhar uns para os outros.
Seria uma festa sem grandes cerimonias onde só haveriam bons momentos para recordar. Muita música, muita alegria e claro muito vinho :)
O baile seria aberto pela tradicional dança Pai-Filha. Dançaríamos ao som de No more lonely nights , que era a musica que mais ouvi com o meu pai quando era criança.
Quando essa dança terminasse seria então altura de dançar com o meu marido... sinceramente não sei qual seria a musica porque nós nunca tivemos propriamente uma musica... mas certamente seria ou muse ou radiohead.
No final da festa eu lançaria o meu ramo para as minas amigas solteiras... e assim terminaria um dia perfeito.
Mas eu não vou ter este dia perfeito... tenho pena porque era algo que eu queria mesmo, mas a vida é mesmo assim dá-nos algo amargo só para saborearmos melhor o doce.
Não vai haver igreja, nem vestido nem emoção... será um dia que apenas vai existir na minha imaginação, com todos os pormenores que eu desejar. Mas é por isso que ele vai ser sempre tão perfeito, porque se ele se tornasse realidade não seria nunca tão perfeito como é na minha imaginação.
Mas eu já alcancei a perfeição... e olho para ela todos os dias. A minha filha. Ela sim torna todos os meus dias perfeitos e isso é algo que ninguém me pode tirar nunca.
E quem sente esta perfeição no seu coração todos os dias, não precisa de um dia para se sentir especial.


domingo, 6 de setembro de 2009

Só novidades

Cada vez que me disponho a escrever no meu blog, tenho que ter sempre uma grande novidade.
Pois bem, a minha novidade desta vez será a minha gravidez, que já tem o nome de Sofia.
Já cá cantam 24 semanas e ainda me faltam tantas semanas que só de pensar acho que já engordei mais um quilo.
Sinto muito a falta daqueles bons velhos tempos em que se dizia que a grávida tem que comer por 2. Esses sim é que eram bons tempos, porque a moda agora é ver qual é a gravida que consegue engordar menos.
Na sala de espera de qualquer maternidade do país esse é o concurso do momento.
Ninguém discute se o bebé está a crescer bem ou não, tudo o que se fala é de peso e do quanto se consegue não comer. "Eu cá só como cozidos e grelhados na quantidade mínima", ou "Eu só como sopa na quantidade mínima da mínima".
O que é que aconteceu ás gravidas deste país? Acham mesmo que vão ficar com o corpo danone enquanto a barriga cresce?
NÃO... lamento, mas não vão ficar. Vamos todas ficar gordas e inchadas como balões numa feira popular.
Gozem as vossas gravidezes e deixem gozar quem quer gozar.
Façam como todas as outras gerações de mulheres sábias: aproveitem os tão bons e poderosos desejos. Vamos obrigar os pais das nossas queridas crianças a acordarem a meio da noite para nos irem buscar as coisas mais estranhas.
Nós merecemos essa atenção e merecemos engordar os quilos que nos competem de uma forma saudável, sem culpas e especialmente de uma forma natural.
Os nossos bebés devem ser saudáveis e gozar da nossa alegria durante a gravidez e não da nossa obsessão com o peso.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

E tudo mudou

Muita coisa mudou desde a ultima vez que me sentei a escrever.
Pois bem estou noiva e irei casar no dia 6 de Março de 2010... pois eu sei falta imenso tempo, mas não faz mal.
Ainda não sofro daqueles momentos de antecipação e ainda não decidi basicamente nada... apenas a data e a igreja.
Ser noiva não é fácil, longe disso. Tem que se responder a perguntas a toda a hora sobre detalhes que uma pessoa ainda nem se lembrou de pensar, mas que ao fim ao cabo acabam por ser importantes, e logo a partir desse momento mais temos mais um detalhe na nossa lista infindável de detalhes. Tudo são detalhes. Por exemplo a igreja. Não basta escolher a igreja e a hora a que se vai realizar a cerimónia. É preciso escolher a decoração, dentro da decoração as flores que têm que combinar com o bouquet da noiva e com a flor da lapela do noivo; se se quer a passadeira vermelha, a musica de entrada, o coro, as canções, os famosos livrinhos com o "sumario" da cerimónia... enfim uma lista que nunca mais acaba.
Depois vem aquela pergunta: "mas afinal o que queres tu?", eu simplesmente respondo: "Quero algo que seja simples... apenas o altar com flores que não têm que ser iguais ao meu bouquet, dispenso bem o coro, apenas uma musica na minha entrada com o meu pai na igreja." Simples, bonito e rápido.
Não quero um carro especial, não quero fogo de artificio no final da boda, não quero nada com muita "pompa e circunstancia", apenas uma festa onde eu e o meu mais que tudo possamos festejar com quem mais gostamos o dia do nosso casamento.
Os únicos pormenores que eu gostaria de ter seriam: o arroz e as capas negras á saída da igreja, o cortar do bolo de forma tradicional, o bater dos pratos de 10 em 10 min :), o leilão da liga e dos boxer do noivo, a primeira dança com o meu pai e depois com o meu noivo... enfim estas pequenas coisas, vão fazer de mim um noiva muito feliz

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nova Paixão

Por necessidade de aliviar o stress do dia a dia, ou mesmo só pela necessidade de criar ao com as minhas mãos. Abracei a paixão da bijutaria... Pegar em cristais, missanga, arame, cordel... enfim um numero de materiais para todos os gostos, e criar peças de vaidade.
Não deixa de ser engraçado sair á rua com umas das minhas peças exclusivas ( :=) ), e dizerem assim: "Bem que brincos tão giros!!". Enfim são coisas boas para o meu ego.
Mas a minha necessidade de fazer todos aqueles acessórios não é a elevação do meu ego ás alturas, é sim de simplesmente ocupar a minha cabeça com mais alguma coisa para além da enfermagem.
Acho que estou a passar por uma fase em que preciso de ver os resultados concretos de algo que eu me decido a fazer.
Na enfermagem só se sabe trabalhar... apesar de muita gente não o reconhecer, num turno faz-se muito... trabalha-se muito, mas pelo facto de não se ver muitas vezes um resultado palpável, o reconhecimento raramente chega até quem trabalha. Ao menos enquanto vou fazendo os meus brincos vou vendo o meu trabalho a "fazer-se".

sábado, 30 de agosto de 2008

Uma cara nova por favor!!

Os benefícios para a saúde de uma ida ao cabeleireiro...
Nós, as mulheres temos aquela necessidade de ter de vez em quando uma ida ao cabeleireiro para mudar de cara.
Cabelo novo, vida nova, consegue ser muita vezes uma boa filosofia. É como se muitas vezes os nossos problemas estivessem na ponta dos cabelos e a sua solução seria o escadiado perfeito. Ou então quando se precisa de "passar uma borracha no passado" coloca-se uma nova cor no cabelo.
Uma ida ao cabeleireiro é terapêutico digam o que disserem. Temos esta necessidade de nos sentirmos bonitas por fora, por mais lindas que já sejamos por dentro, e para isso esticamos, cortamos, ondulamos, coloramos e acrescentamos... enfim tudo em nome de uma nova cara.
Gostamos de sentir toda aquela transformação para depois olhar no espelho e dizer: "UAU!! estás linda!!!"
Sair de cabeça linda e erguida do salão e enfrentar o mundo de novo e de cara nova.
Podem até dizer: que coisa mais superficial e fútil... pois eu digo: quem não gosta de se sentir superficial e fútil de vez em quando. A vaidade até uma certa dose aceitável pode ser algo muito saudável.
Sentirmos-nos bem connosco próprias pode por vezes passar por uma mudança de visual. Ou para ser um pouco mais radical; por vezes as pessoas têm necessidade para seguir em frente de cortar os seus longos cabelos e fazer novos caracóis. São atitudes que para o resto do mundo podem ser banais, mas para algumas pessoas passa por um romper de um circulo nas sua vidas... um novo começo.
Por isso dou um viva a todos os cabeleireiros... a esses mágicos da tesoura :)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A saudade de quem fica.

Na minha vida profissional tanto convivo com a felicidade de uma criança com um brinquedo novo, como a seguir sou confrontada com o declínio de um idoso. Mas por vezes o inverso também acontece.. e quando isso acontece sou confrontada com algo que é muito maior que eu... um sofrimento que consegue vazar o mundo de qualquer tipo de felicidade. E eu tenho a dizer que ontem o mundo perdeu um pouco da felicidade.
Ontem houve uma luz do universo que se apagou. Deixou um vazio dentro do coração de quem a amou com todas as suas forças, e ainda achou que foi pouco... mas o amor puro é sempre pouco, porque é o de que mais raro existe neste mundo.
É cruel dizer a alguém que está na hora de partir... é duro sentir que já não há nada a fazer... é angustiante apercebermos-nos de que acabou... mas a morte é mesmo assim, implacável. Passa por onde tem que passar sem parecer sentir remorsos de quem leva debaixo da sua foice.
Só resta mesmo a saudade de quem fica, de quem acha que foi abandonado pela sorte, para quem a vida deixou de ter sentido. Mas eu tenho a certeza que aquela luzinha linda que se apagou ontem irá acender outro local, e de certeza absoluta vai encandear com o seu resplendor interior todos os que a vão rodear. Se nós conhecemos aquela "capa" que era o seu corpo e ficamos extasiados, imaginei os que vão ter o privilegio de conhecer a sua alma como não irão ficar??
Eu acredito... eu acredito mesmo que essa luz brilha já num sitio muito mais bonito que este mundo.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Os nossos cães...

Uma das minhas prendas de anos foi uma linda cachorra chamada Lenny. Um bicho que aos olhos de todos será uma "coisinha fofa", mas que aos olhos de quem convive com ela diariamente, será quase o "demo" coberto de pêlo. Mas isso agora não é o mais importante.
O que me levou a escrever hoje foi, e é o facto de todos os anos por esta altura de ferias sermos bombardeados com aqueles focinhos e olhinhos tristes dos cães e gatos que são abandonados. Todos nós temos pena desses animais que por terem donos menos dispostos a leva-los de ferias, e são "obrigados" a abandonar os seus animais.
Claro!!! Toda a gente tem pena dos animais, mas até que ponto somos sensíveis a criar condições para que os nossos animais também possam ir de ferias?
Eu levei a minha tão fofa e estimada cachorra comigo de ferias, e devo dizer que não foi nada fácil. Neste momento quase todas as praias têm acesso negado a cães. Portanto tenho que admitir que os meus dias de ferias giraram muitas vezes em torno de encontrar uma praia com acesso livre a animais.
Defendo que em praias pequenas que esse acesso seja restrito, mas em praias cujos os areais são grandes de perder a vista??? Que justificação existe para isto?O cão começa a ser um animal muito triste... mesmo que os donos o queiram levar de ferias, o acesso ás ferias é muito complicado.
Existem aquelas pessoas que defendem que a praia seja livre de animais porque estes são muito "porcos". Estas pessoas dizem isto porque certamente nunca estiveram numa praia junto de famílias que têm crianças e estas enterram a comida na areia, fazem o seu chichizinho e outros dejectos na areia... já para não falar dos adultos que enterram as fraldas das suas tão lindas crias na areia e a seguir vão fazer o seu chichi nas rochas da praia onde a seguir vamos nós estender as nossas toalhas... E então? Porque não têm estas pessoas um acesso restrito à Praia???
Afinal de contas quem são os Porcos no meio desta pocilga?
Mas estas mesmas pessoas ainda vão argumentar que os animais incomodam pelo barulho e turbulência que podem fazer numa praia. OOOOKKKK!!!
Então aí teríamos mesmo que alienar das praias portuguesas quase todos os seres humanos. Quem nunca levou com uma bola nas costas enquanto relaxa na sua toalha? Então e foi um cão que a atirou?
Quem nunca assistiu a uma birra monstruosa do filho do vizinho da toalha ao lado? Um cão a uivar não faz nos seus piores dias tanta dor de cabeça.
A praia por natureza no nosso país é o local de menos civismo no nosso Portugal. Basta que se olhe para todos os que nos rodeiam.
Mas quem incomoda mesmo numa praia é sem duvida nenhuma o cão... Olha que é preciso ter lata!!